complexogel

O COMPLEXOGEL é um blog que integra o emocional, o mental, o intelectual e todas as formas do conhecimento, numa verdadeira salada de idéias

quarta-feira, setembro 28, 2005

QUERO UM AMOR

Eu quero um amor único e insubstituível, onde cada um de nós se apresente verdadeiro pelas características genéricas e pessoais de comportamento, a ponto de em nosso cotidiano sabermos quem é quem de verdade, e até quem somos nós para nós mesmos.
É assim de forma aberta de ser homem ou ser mulher, onde ambos os sexos se apresente um frente ao outro. Onde cada um de nós viva uma felicidade recíproca de quem é o outro de verdade, e até de quem somos nós para nós mesmos.
Quero um amor que espere de mim e me implore sentimentalmente que eu como seu escolhido, a revele em toda a sua intimidade, ocultas em cada gesto, em cada palavra, em suas preferências, em cada centímetro de seu corpo e em seu rosto único.
Quero um amor que espere de mim o seu descobrimento, espere que eu a descubra, que revele à luz da evidência aquela pessoa secreta, que é ela mesma, oculta debaixo de máscaras sociais.
Quero um amor que seja, via dupla do desnudamento recíproco, não somente da delícia dos corpos, como da personalidade de cada um de nós, que palpita em um segredo, esperando o momento da revelação.
Quero um amor que se atire em meus braços, olhando dentro dos meus olhos, esperando que eu responda à pergunta, “quem sou eu, meu amor?”.E à medida que ela me sente, que ela me ouve, vai aflorando em seu ser uma nova mulher, uma nova amante.
Quero um amor vidente e previdente, onde nos enxerguemos no fundo de nossas almas.
Quero um amor divinatório e perspicaz, que seja mais do que amor seja amar junto com a minha amada.
Toda a minha vida eu tenho procurado esse amor.
Quero esse amor.

domingo, setembro 25, 2005

PERMISSÃO QUE DAMOS A NÓS MESMOS

Quando as atitudes são diferentes do que falamos, as incoerências e frustrações começam a surgir. Essa constatação é simples, porém, a situação no relacionamento torna-se complexa.

Em um relacionamento, as pessoas não raro se dão menos permissão do que realmente têm, e atribuem ao outro mais autoridade sobre ela mesmo. Esse relacionamento amoroso é um relacionamento de dependência – dependência em relação ao nosso parceiro. Quando trocamos o nosso autocontrole pela esperança de que a outra pessoa cuide de nós, renunciamos a nossa parcela de poder no relacionamento. Quando entregamos a nossa parcela de poder dentro do relacionamento à outra pessoa, tornamo-nos dependentes. Esse ato de renúncia a nossa parcela de poder, é um ato de renúncia ás nossas fronteiras. É pedir a outra pessoa uma permissão que precisamos dar a nós mesmos.


Quando deixamos de nos dar permissão, de tomar parte em toda e qualquer decisão do casal, impedimo-nos de viver o nosso grande amor. Esse tipo de relacionamento colabora para o confinamento sentimental de um dos parceiros ou dos dois, transformando a convivência um inferno, por isso não podemos entregar ao outro a nossa parcela de poder no relacionamento, pois se o fizermos a nossa capacidade para viver um grande e gostoso amor se desfaz.

quinta-feira, setembro 22, 2005

CARINHO

A importância de se resgatar uma prática – a do carinho – lamentavelmente esquecido, por exclusiva falda de sensibilidade; porque o carinho e a confiança passaram a ser artigos inexistentes nos relacionamentos.

Nos tempos de hoje as pessoas enfrentam uma abundância de atividades, inovações, tecnologias e de novidades criadas pela competição globalizada ou pela simples tentativa de satisfação das exigências pessoais.

Não é raro nos depararmos com infortúnios dessa situação. No mundo amoroso podemos lembrar, ou lamentar, fatos como os desentendimentos freqüentes dos casais, a constante violação dos direitos individuais dentro do relacionamento, violência mútua entre outros fatores freqüentemente observáveis.

Em meio a tudo isso uma realidade brutalmente competitiva e fria: as pessoas vêm perdendo as razões ou os prazeres da vida amorosa. São comuns a falta de educação, e também o abuso, o destrato, a falta de afagos, a maldade, e até palavrões.

Obviamente encontramos exceções às regras. As relações amorosas vêm se deteriorando, se tornando difíceis e superficiais, meramente ocasionais.

Surge, no meio disso tudo, uma questão que poucos podem vislumbrar. É nesse ambiente onde podemos ter uma boa vantagem sentimental. É fácil de aproveitar toda essa situação e nos posicionarmos frente aos nossos pares amorosos.

Podemos iniciar uma revolução no conceito de amar, com uma pratica simples, clara e comprovadamente eficaz – o carinho.

A carência por carinho é imensurável e a oferta atualmente é praticamente inexistente. O carinho tem agregado, em si, um valor enorme, que através de toda a cadeia amorosa pode gerar sentimentos infinitamente superiores aos encontrados na atualidade.

O parceiro pode até nos exigir, mas sente uma tremenda diferença quando ao ganhar um presente, venha embutido um kit de carinho. Esse parceiro se tornará fiel a você e ao que representa para ele ou para ela dentro do relacionamento.

As pessoas estão carentes e é através desta carência que podemos gerar felicidade e vontade de viver. Muito mais que presentes o par amoroso quer ouvir um sonoro e alegre bom dia pela manhã. Muito mais do que jantares e viagens eles querem ser lembrados naquele dia especial, e serem abraçados.

Para ser carinhoso, para praticar o carinho, não tem hora nem lugar, mas no momento que estão juntos é indispensável. Por isso sugerimos colocar o carinho na cabeça e nas mãos. Depois é só correr para o abraço.

terça-feira, setembro 20, 2005

FACES DO AMOR

Todos nós queremos ser amados. Mas que é amor? Sugiro que há três faces do amor à medida que ele amadurece. Estas faces surgem, conforme a nossa carência, os nossos desejos e as nossas motivações.

O amor "se" pode exercer uma força tão esmagadora que alguns deixam de reconhecer seu engano. O alvo primário deste amor não é a outra pessoa, mas o eu. O amor "se" se interessa apenas em satisfazer suas próprias necessidades e desejos.

A face "porque" do amor opera num nível mais agradável do que a face "se". Esta face valoriza a outra pessoa. Ela diz: "Eu a amo porque você é sensual; porque você trás segurança à minha vida; porque você dirige um carro de classe" e assim pôr diante. Pôr alguma razão qualquer, o amor "porque" escolhe olhar uma segunda vez e avaliar o objeto de seu olhar. Oferece afagos positivos à pessoa amada.

Não obstante, a face "porque" tende a promover competição e insegurança. Os que são objetos do amor "porque" sentem que precisam provar continuamente que são dignos de amor. Receiam perder a qualidade que os tornam amados. Uma jovem é amada porque é bonita. Um jovem é amado porque é atlético e bonito. Em alguns casos, o receio de rejeição futura pode mesmo impedir de desfrutar a face "porque" do amor no presente.

A face “apesar de”, simplesmente ama. Diferente da face "se", esta face não é baseada em motivação egoísta. Nada espera em troca. Diferente da face "porque", não depende do aspeto atrativo da outra pessoa. Olha além das boas e más qualidades e fita a alma. É capaz de amar mesmo quando rejeitada. Vê o belo no feio. Descobre valor infinito num ser finito. Olha com amor a todos a seu redor.

Seria difícil imaginar um jovem propondo a sua namorada deste modo: "Benzinho, quero que você saiba que eu a amo apesar de seus dentes tortos. Eu a amo apesar de..." Não levariam muitos "apesar de" antes da relação chegar a um fim traumático. Poucos realmente querem ser amados "apesar de". Preferiríamos ser amados "pôr causa de".

Ter e dar amor "apesar de", significa que você pode permitir que o seu amor remodele sua vida sem a preocupação de que algum dia a pessoa amada o (a) abandone. Lança fora a insegurança e o medo de fracasso. Remove a ansiedade de rejeição. Significa que a gente não mais precisa competir ferozmente a fim de sentir-se amado. Não desacredita o outro a fim de aumentar sua própria credibilidade. Não barganha com a pessoa amada a fim de ganhar Seu amor. Reconhece que a pessoa amada já nos viu em nosso pior e ainda nos ama. Significa não estar sob tensão constante ou não exigir nossos direitos pôr causa de nossa insegurança. Significa que podemos começar a partilhar amor do tipo "apesar de" com a pessoa amada.

terça-feira, setembro 13, 2005

AMAR

AMAR É FEITO DE PEQUENAS CONQUISTAS DIRÁRIAS.

DECOLAR, MESMO QUE COM MEDO DE AVIÃO.

NAVEGAR, MESMO QUE A ROTA TENHA QUE SER TRAÇADA

NO MEIO DA VIÁGEM.

ARRISCAR MESMO QUE A ÚNICA COISA A APOSTAR SEJA

O SEU PRÓPRIO SENTIMENTO.

AMAR É SABER QUE O CÉU NÃO É O LIMITE.

FOI SABENDO DISSO QUE A HUMANIDADE CHEGOU ATÉ AQUI.

É SABENDO DISSO QUE COLOCAMOS A NOSSA FELICIDADE

A SERVIÇO DA FELICIDADE DE OUTRA PESSOA.

AMAR É SABER QUE NÃO EXISTE GARANTIAS.

VOCÊ VAI SER MAIS FELIZ SE AMAR MAIS, SE ENTENDER QUE AMAR

NADA MAIS É DO QUE ESTAR A UM PASSO DA FELICIDADE.

MESMO QUE A DOIS DO PRÓXIMO DESENCANTO.

NÃO IMPORTA. O CAMINHO SE FAZ NA CAMINHADA.

quinta-feira, setembro 08, 2005

O PROBLEMA SOMOS NÓS

Sou um brasileiro comum, que procura fazer a coisa certa e cumprir o seu dever como cidadão, que observa a grande safadeza da política atual nacional, que reza e torce para que este país dê certo e ocupe um lugar de destaque no cenário internacional, para a felicidade de todos nós brasileiros.
O ano de 2005 começou com grande euforia por parte do governo: crescimento, aumento da oferta de emprego, aumento das exportações, redução do endividamento externo, em relação ao PIB, etc.
Antes de continuar a festejar esses avanços, é preciso refletir os motivos desse crescimento.
A economia mundial creceu 5%, com forte expansão do comercio e liquidez internacional. Ora, parece que o crescimento do início desse ano veio a reboque, principalmente, de algo que não aconteceu aqui dentro.
Quando especialistas indicam a China e provavelmente o Brasil como países emergentes que terão maior destaque internacional, isso nos enche de orgulho e esperança, mas, ao mesmo tempo, coloca-nos uma “pulga atrás da orelha”: por que a palavra “provavelmente” para o Brasil?
Com certeza eles conhecem as nossas deficiências morais e sabem que não conseguimos mostrar ao resto do mundo a nossa capacidade de equacionar os inúmeros problemas existentes no país.
O Lula tem que entender que o nosso desenvolvimento social e econômico está dentro de nossa Naca e não no exterior.
Sr. Presidente, é preciso atacar as causas dos grandes e conhecidos problemas que permanecem em nosso meio: juros altos, legislação trabalhista antiquada, complexo e injusto sistema de tributos, sistema previdenciário falido, sistema judiciário incompetente e sistema político corrupto. O governo gasta mais do que arrecada, os deputados e senadores só aprovam leis de interesse do país em troca de benesses , propinas ou favores.
E nós o povo, enxergando tudo, desesperados, impotentes e sem saber o que fazer.
Na verdade, não sabemos exercer a democracia: não sabemos que somos o poder, não sabemos fazer valer nossos direitos, e não sabemos escolher os nossos governantes. Não temos união e nem o costume de cobrar dos vereadores, prefeitos, deputados, senadores e presidente, o cumprimento de suas funções como nossos representantes.
Pergunto a você que está lendo este artigo: o que você já fez para mudar está situação que afeta diretamente a sua vida? Provavelmente nada, não é? Então, o problema somos nós.
Esta é minha opinião, e a sua?

terça-feira, setembro 06, 2005

o amor

O amor gera infinitos sentimentos. Falo do desejo transbordante e da paixão alucinante, do carinho, da saudade e do cuidado com quem se ama. Esse estado somente é sentido quando se ama intensamente.
O amor se faz das pequenas coisas, dos pequenos carinhos, da minúscula atenção, do menor afago, da ínfima carícia que se dá ao ser amado. É o projeto do que se pensou, é a lógica da existência.
Falar em meio amor ou pequeno amor é uma utopia. Não há amor pela metade, porque eles obedecem ao estímulo do coração. É um estado onde cada um enxerga e vê o que o outro sente, numa singularidade desconcertante.
O tesão, o roçar de coxas, faz o corpo cantar, gerando alegria e felicidade, porque quem dá, também recebe, quem recebe, também se dá, num vai e vem de pura magia, voando e fazendo voar, é um estado de felicidade mútua, onde você fica bem e faz ficar bem.
O amor é o receber e o entregar-se, é uma pista de mão dupla, é ação mútua com o vai e vem.O amor é ser sujeito e objeto, é sentir junto, é voar e fazer voar é compartilhar e deixar compartilhar, é viver no limiar da felicidade.

Para amar é preciso amar-se e revelar-se por inteiro. Quando amamos, somos simultaneamente ação e alvo numa única expressão chamada amor, que nos leva a atingir um prazer explosivo, descontrolando toda nossa racionalidade e nossa estrutura física.O amor, gera nos amantes infinitas e diferentes sensações, numa intensa explosão de felicidade que é difícil sabermos como tudo isso cabe dentro dessa pequena palavra. AMOR. Talvez por isso todos o desejam, mais poucos sabem como obtê-lo.
O momento certo, ninguém sabe, até que chega uma hora que é olho no olho, o coração se incendeia o peito explode, e a pele umedece. É então que você percebe, que toda sua vida fez sentido somente naquele exato momento, e que só tem uma coisa a dizer.
EU AMO.

segunda-feira, setembro 05, 2005

AMORES PERDIDOS

Em Wisdon of the Sands, Antoine de Saint-Exupéry diz: Não tenhas esperanças no homem que trabalha apenas para a sua existência, e não para a sua eternidade (1950 p.28).
Meus amores representam a minha eternidade. São a minha maior paixão. Constituem a minha base para encontrar uma paixão.Deixando claras as conseqüências de meus atos.
Vivendo segundo os amores que abracei, sou um com as outras pessoas e não apenas eu mesmo. Com efeito, deduzindo das palavras de Saint-Exupéry, estou trocando a minha individualidade por algo maior que eu. O amor.
O amor não é complicado. É a essência do que sou e do que represento. É uma espécie de código genético. É a regra dourada das paixões, é o simples agindo em minha individualidade. É a singularidade absoluta do amor. Nós complicamos os amores, transformando-os em atos e sentimentos, que só podem esclarecer se nos trancarmos em nós mesmos, nos individualizarmos demais.
Separei então os meus defeitos dos meus amores, acreditando que pelo amor me torno real, dedicando-me inteiramente ao meu amor. Divorciei-me de meus defeitos quando entendi que o amor não é só para aspirar, mas também para viver.
Até logo meus amigos e amigas, estou indo procurar um novo amor. Nunca é tarde para amar. Eu existo, por causa do amor e para amar.
Até mais meus iguais.

quinta-feira, setembro 01, 2005

ISABEL CONVERSANDO COM DEUS

A Isabel antes de nascer perguntou a Deus:

- Diga-me: por que estarei sendo enviada a terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequena e indefesa?

E Deus disse:

- Entre muitos anjos, eu escolhi dois especiais para você. Estarão lhe esperando e tomarão conta de você.

Isabel Perguntou:

- Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser comer e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?

Deus disse:

- Seus anjos servirão do bom e do melhor e sorrirão para você... A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor de seus anjos e será feliz.

Isabel diz:

- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?

Deus:

- Com muita paciência e carinho, seus anjos lhes ensinarão a falar.

Isabel:

- E o que farei quando eu quiser falar contigo?

Deus:

- Seus anjos juntarão suas mãos e lhe ensinarão a rezar.

Isabel:

- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?

Deus:

- Seus anjos lhe defenderão mesmo que signifique arriscar suas próprias vidas.

Isabel:

- Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.

Deus:

- Seus anjos sempre lhe falarão sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você.

Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas. Isabel apressada pediu suavemente:

- Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, os nomes de meus anjos.

E Deus respondeu:

- Gilberto e Maria a quem você chamará de Papai e Mamãe.


Homenágem de um tio apaixonado pela fofura da Isabel.