complexogel

O COMPLEXOGEL é um blog que integra o emocional, o mental, o intelectual e todas as formas do conhecimento, numa verdadeira salada de idéias

segunda-feira, outubro 31, 2005

DESEJO X AMOR

Desejo é vontade de provar, explorar, é a sedução com a promessa de conhecer o inexplorado, é um impulso que incita a despir a integridade da pessoa desejada.

Depois do desejo satisfeito, impreterivelmente vem o vazio, vem a dissolvição do próprio desejo. Portanto, o desejo desde seu nascimento é contaminado pela vontade de morrer. Relacionando com a ciência, o desejo é um impulso centrípeto, que degusta o ser desejado para depois se autodestruir.

O amor é, à vontade de cuidar, de preservar a pessoa amada. Um impulso centrífugo, um impulso de expandir-se, ir além, alcançar o inatingível.

O amor é absorver, assimilar o eu e você.

Amar é contribuir para o crescimento individual e coletivo do mundo.

No amor, o eu é, pedaço por pedaço, transplantado para a pessoa amada. O eu que ama se expande doando-se totalmente a pessoas amada.

Amar é sentir que cada átomo de você mesmo vive no corpo da sua amada.

Amar é saber que se sua amada não fosse nada, você certamente seria ninguém.

Amar é querer proteger, abrigar, acariciar, mimar. Significa estar a serviço, colocar-se à disposição.

Desejo e amor encontram-se em campos opostos. O amor quer possuir. O desejo quer esquivar-se das garras do amor.

O amor é uma rede lançada sobre a eternidade.

O desejo é simplesmente desfrutar o momento.

Se o desejo quer provar, o amor quer perpetuar.

quinta-feira, outubro 27, 2005

O AMOR É UMA HIPOTECA

O amor é uma sensação difícil de entender, fácil de sentir, mas quase impossível de explicar.

O amor só é compreendido depois de sua chegada. Quando se instala, levita à beira do malogro, dissolvendo o seu passado à medida que avança. Não deixa margens onde você possa se sustentar em caso de emergência e não sabe o futuro. Nunca terá confiança suficiente para dispensar as apreensões e matar de vez as ansiedades.

O amor é uma hipoteca baseada num futuro incerto e impenetrável.

Às vezes o amor é atemorizante. Só que ele encobre essa verdade com a comoção do desejo e do excitamento.

As promessas do amor são via de regra, menos incertas do que suas dádivas. Por isso, a tentação de apaixonar-se é grande e poderosa. O fascínio de fusão, aquela torrente de fogo subindo por todo o corpo dos amantes nunca está muito longe, e é sempre difícil resistir.

segunda-feira, outubro 24, 2005

A DUALIDADE DO AMOR

Em estado de amor não existe sentimento de posse, poder e guerra.

Amor é uma relação de integração com o mistério, com o que está ausente do mundo, que contem tudo o que é.

A essência do amor consiste na intransponível dualidade dos amantes.

Um grave erro quando se está em estado de amor é a tentativa de transpor a coexistência dos diferentes, de domar a situação, de conhecer o desconhecido, de acorrentar a fúria do amor, de abrandar o inflexível. Isso tudo é o início do fim do amor.

O amor não sobrevive sem a dualidade dos amantes.

A morte do amor se dá quando há o sentimento de posse, de domínio e desencanto. Nisso reside à vulnerabilidade e a fragilidade do amor.

O amor acaba quando ele é subjugado ou quando se acabam às incertezas no relacionamento; porque quando isso acontece, acaba-se também a magia, o encantamento das ações inesperadas, que trazem surpresas, humor e apimentam a relação.

O desafio, a atração e a conquista do outro tornam toda a distância entre eles, ainda que pequena, insuportavelmente grande, e é por isso, que um se joga nos braços do outro. É pela fusão que se cura esse tormento, quando se fecham os olhos, entre suaves carícias e entregam-se ao profundo prazer de se tocarem sensualmente.

O amor não aconteceria sem: o desafio, a atração e a conquista, mas não pode acontecer sem se entregar as carícias e ao prazer.

O amor move-se em direção do outro.

quinta-feira, outubro 20, 2005

O AMOR É REFÉM DO DESTINO

O amor encontra seu significado estimulando a participação dos amantes na procura da renovação da espécie.

O amor, portanto é, a própria geração de um novo ser, por isso que os amantes buscam suas coisas belas para gerar uma nova vida. Nessas condições o amor é a nossa própria transcendência, é o impulso criativo dentro de nós mesmos.

Em todo relacionamento amoroso há dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino, porque, por maior que seja a intimidade e a vida maravilhosa que tenham é muito difícil compartilhar essas duas vidas como uma só.

Amar significa abrir-se ao destino, amar é a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao prazer, numa liga irreversível.

Abrir-se ao destino significa, admitir a liberdade no ser, aquela liberdade própria dos amantes, onde um se incorpora no outro.
A satisfação no amor individual não pode ser atingida sem a humildade, a coragem, a fé, a persistência e o sentimento verdadeiro. Por essa razão é que o prazer passageiro, a satisfação instantânea, os resultados sem esforços, as garantias em cartórios, não garantem o verdadeiro amor.


Amar, sempre será uma rara e gostosa conquista.

Para amar, os amantes têm que compartilhar tudo entre si é, uma fusão completa, é quase um estado místico, entre duas mentes.

Em estado de amor, onde aja compreensão, identificação e empatia, os amantes sempre serão radicalmente um só, mesmo conservando algumas de suas individualidades.

Quando duas pessoas se amam verdadeiramente, inclinam-se uma para a outra em todos os momentos da vida, sentindo a satisfação de estar um com o outro. Seu desejo sexual e seu amor espiritual justificam suas vidas. Passa a existir o sentimento de que toda e qualquer frustração da vida a dois recebe o consolo de suas reciprocidades, que se compensam com a presença do desejo e da ternura.

Sem humildade e coragem não há amor. Essas duas qualidades são exigidas continuamente, pois o amor ao se instalar entre dois seres, ele conduz os amantes através de terras inexploradas e desconhecidas.

segunda-feira, outubro 17, 2005

FAZER AMOR X "FICAR"

Fazer amor é infinitamente diferente do “ficar”.

Como todos nós sabemos, o “ficar” é fazer sexo, simplesmente por fazer, é uma satisfação puramente biológica, instintiva.

Fazer amor é, fazer sexo com quem se ama, com aquela pessoa que se tem um relacionamento estável.

É possível apaixonar-se mais de uma vez. Até com certa facilidade nos apaixonamos. Somos vulneráveis as paixões, Porque é ótimo estar apaixonado. Essa condição nos convida a experimentar o estado de paixão, muitas vezes, durante toda a nossa vida.

Atualmente o número de pessoas que confundem amor com paixão é muito grande. Essa confusão é nítida porque já é quase cultura popular sair na noite para “ficar”, e isso, está distorcendo o significado do próprio amor, rebaixando os padrões comportamentais para atingir esse estado único em nossas vidas. O resultado é que a palavra amor expandiu-se muito. O “ficar” que é basicamente tesão (paixão) e sexo são referidas pelo codinome de “fazer amor”.
A abundância e a facilidade de experimentar esse conceito de “ficar” alimentam a convicção de que amar é uma habilidade que se pode adquirir, e que o domínio dessa habilidade aumentam com o número de experiências desse tipo. Esse conceito vem crescendo em progressão geométrica, arrastando com ele a percepção de que o próximo “amor” será uma experiência ainda mais eletrizante. E todos sabemos que isso é uma grande ilusão. Esses tipos de encontro amorosos são episódios intensos, curtos e altamente impactantes, desencadeados pela consciência imediata, trazendo sua própria fragilidade de curta duração.
Esse conceito de amor faz as pessoas mudarem rapidamente de uma parceira para outra, como quem troca uma camisa, porque, a não saciedade instaura-se no ser dos parceiros, trazendo aos envolvidos uma consciência da incapacidade para realmente amar.
Futuramente o amor vai se vingar dessas pessoas, porque eles estão desafiando sua própria natureza.


O ser humano com sua tendência de quebrar a rotina, o regular, criou o conceito de “ficar” como sendo o de fazer amor, e não teve a habilidade de diferenciar um do outro, o resultado, será avassalador nos emocionais individuais.

sexta-feira, outubro 14, 2005

AMOR REALIZADO

Cada vez que o amor chega, é sempre um acontecimento único, mas também definitivo: não suporta a repetição com o mesmo parceiro (a), não permite recurso nem promete prorrogação. Sustenta-se por si mesmo e consegue. Ele renasce no próprio momento em que surge, sempre a partir do nada, da escuridão do não ser, sem passado nem futuro; começa sempre do começo, desnudando o caráter supérfluo das tramas passadas e a futilidade dos enredos futuros.

O amor não penetra duas vazes no mesmo recinto com as mesmas pessoas. Ele é absolutamente inteiro.

O amor não tem história própria. Ele é um evento que ocorre no tempo de duas pessoas apaixonadas, é um evento distinto, não está conectado com eventos similares.

Portanto não se pode aprender a amar. E não se pode aprender uma coisa ainda inexistente em si mesmo, embora ardentemente desejada e dificilmente evitada. Dificilmente evitamos suas garras sobre nós. Chegado o momento, o amor atacará, mas não se tem a mínima idéia de quando isso acontecerá. Quando acontecer, vai nos pegar desprevenidos.

O amor aparecerá a partir de um quase nada. Evidentemente, todos nós tendemos a nos esforçar muito para extrair alguma experiência desse fato; tentamos estabelecer seus antecedentes, apresenta-lo num post como esse, construir uma linguagem que faça sentido, e na maioria das vezes obtemos sucesso. Precisamos desse sucesso pelo conforto espiritual e mental. Também evocamos uma ilusão de sabedoria conquistada, de aprendizado, e, sobretudo de uma sabedoria que se pode aprender, tal como aprendemos a usar um telefone celular, a dirigir um automóvel, comer com pauzinhos. Mas o fato é que a experiência alheia não serve para nós, não recria em nós o amor original. A experiência alheia só pode ser conhecida como a história manipulada e interpretada daquilo por que outros passaram.

A grande verdade é que o amor só nasce uma única vez para os mesmos parceiros, não há como fazer certo na próxima tentativa de endireitar o mesmo relacionamento, pois com o mesmo parceiro (a) não haverá jamais outra oportunidade.

quinta-feira, outubro 13, 2005

RELACIONAMENTOS

Na atualidade os relacionamentos amorosos são uma bênção. É bem verdade que muitas vezes oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Atualmente eles são os representantes mais comuns, perturbadores e profundamente sentidos entre o sonho e o pesadelo.
Talvez seja por isso que encontram-se tão firmemente no cerne das atenções e no topo das questões existências.
O relacionamento amoroso é o único jogo que vale a pena, apesar de seus riscos. Talvez por isso estejamos mais abertos a amizades, laços, convívios. Atualmente eles e elas tendem a se concentrar nas satisfações dentro do relacionamento porque, de alguma forma, estas não têm sido consideradas plena e verdadeiramente satisfatórias. E quando satisfazem, o preço é considerado muito alto.
A complexidade é grande, persistente e difícil para ser compreendida com simples palavras. Na realidade o que queremos é amar, conservar o amor e desfrutar das doces delícias do relacionamento, evitando seus momentos mais amargos, para isso, devemos forçar uma relação, que permita sem desautorizar, possibilite sem invadir e satisfaça sem oprimir. Para isso temos que deixar nossa timidez de lado e começar a falar de nós mesmos, a abrir nossos corações a quem nos interessa, sem medo da rejeição, sem medo de ser feliz. Portanto, se queremos nos relacionar, devemos nos manter próximos, usufruindo do convívio e assumindo compromissos. Ao nos comprometer, ainda que sem entusiasmo, possivelmente esteremos abrindo portas para grandes possibilidades românticas. O que não podemos fazer é nos preocupar com uma coisa e falar outra. Nosso desejo, nossa paixão, nossos sonhos é um relacionamento duradouro e gostoso.

domingo, outubro 09, 2005

SINGULARIDADE DO AMOR

Não amar é uma tolice, não promover nossa paz e felicidade é uma péssima escolha. Dentro de cada um de nós está a felicidade, e não dentro do que os outros pensam e falam de nós. É muito bonito sermos amante no mundo das idéias, mas viver o que discursamos e muito melhor.
Porque ser pessimistas? Não tem sentido, tampouco prazer nisso, então resta-nos ser otimistas para buscarmos o prazer que está dentro de nós mesmos.
A paixão e o amor tão almejados e amplamente divulgados como o fim da felicidade plena, ainda que legítimos, se permeados pelo equívoco podem tornar-se um canteiro de angústias, isolamento e tédio. Nada é tão instável e fugaz quanto se basear na expectativa alheia para nortear a própria felicidade. Devemos caminhar no mundo das idéias, mais não esquecer de navegar no mundo das emoções e tampouco nos privar da singularidade do amor.

É difícil viver meias verdades, é perigoso viver as experiências dos outros, então só nos resta, nos entregar ao amor.

O amor é imprevisível e contem variáveis difíceis de administrar, por isso temos que colocar todos os nossos sentimentos. Não existem regras. O que existe vem de nossa própria história sentimental – e o amor sempre continua a transcender nossa história.
Em estado de amor, nosso sentimento está onde sempre esteve, mas não está mais lá. Assim todas as regras são inadequadas. O amor é um fluxo imprevisível do aqui e agora. Nenhuma regra o contém.

A inteligência e o amor sempre andam juntos. Quanto mais inteligentes, mais amorosos somos. A inteligência faz parte do coração, que envolve sensibilidade e paixão.

O amor não tem regra fixa, não pertence a ninguém. Ele pertence apenas a sua essência. Um homem e uma mulher em estado de amor são capazes de reconhecer-se mutuamente mesmo quando estão fora de si mesmos.

O primeiro passo em direção à inteligência é abandonar todas as idéias apriorísticas, preconceituosas, tudo o que lhes foi dado por outros, deixar cair toda a poeira de suas mentes e de seus emocionais para se tornarem espelho puro que possa refletir um ao outro.

Tarefa difícil esta de abrir verdadeiramente os olhos da mente e dos sentimentos no sentido de nos livrarmos dos limites que nos separam de nossas consciências. É difícil essa aventura por terrenos desconhecidos em busca do amor, mas creio que nossa plenitude não poderá ser alcançada se não abandonarmos os velhos e ultrapassados conceitos que nos norteiam desde tempos imemoriais. Um novo homem, uma nova mulher precisa surgir desses velhos preconceitos para que o amor possa existir dentro e fora de nos, um amor que reestruture nossos valores e possibilite expandir nossas consciências.

Um amor que permita sem desautorizar, um amor que possibilite sem invadir, um amor que satisfaça sem oprimir.

sexta-feira, outubro 07, 2005

O HERÓI


O principal herói deste blog é o AMOR.
Seus personagens centrais são homens e mulheres, nossos contemporâneos, desesperados por terem sido abandonados aos seus próprios sentidos e sentimentos facilmente descartáveis, ansiando pela segurança do convívio e pela mão amiga com que possam contar num momento de aflição, desesperados por amar um ao outro. E, no entanto desconfiados da condição de estar ligado. Em particular de estar ligado permanentemente, para não dizer eternamente, pois temem que tal condição possa trazer encargos e tensões que eles não se consideram aptos nem dispostos a suportar, e que podem limitar severamente a liberdade de que necessitam para amar um ao outro e entregar-se mutuamente.

terça-feira, outubro 04, 2005

AMOR COMO PRESENTE

O encontro amoroso é uma das formas mais antigas de dar sentido à vida. É assim desde sempre e nem por isso o amor deixou de ser misterioso e arrebatador. São imensos os desafios que enfrentamos quando buscamos amar e ser amado.O amor representa o padrão de comportamento nas relações amorosas em todas as épocas e lugares. Continua sendo assim, porque homens e mulheres não mudaram em essência e, apesar dos desencontros, todos procuramos viver a maravilha que é estar apaixonado e, com o tempo, transformar esse sentimento em amor.

Captar o significado do amor requer apenas o coração aberto para sentir seus desejos sem barreiras, obedecendo apenas e totalmente à paixão. Não devemos ultrapassar certas regras que dizem respeito à traição, ciúme, vingança.

O amor não tem rosto não tem forma, o amor pode ser fugidio quando conhecido. Um pouco de mistério é vital para o erotismo. E o perdão também. Tudo tem que ser dito em nome do amor e por ele o casal pode viver apaixonadamente. Para conseguir isso, o casal tem que usar suas verdadeiras persuasões, fazendo o jogo da sedução, mas sem dissimular suas imperfeições e inseguranças. Você pode ficar linda, rir, ser doce, usar maquiagem. Essas são formas de extrair de si o melhor.

O amor foi feito pra ser doado e não guardado. Foi feito para dar prazer sensual e criativo, permitindo o estado pleno da liberdade individual de entregar-se.
Mantenha a química física, usando seus encantos sensuais – suavidade, capacidade de provocar. Faça-se de difícil para que o parceiro possa entrar em ação e conquistá-la. Quanto mais misteriosa você for, melhor. Nada de contar toda sua vida no primeiro encontro – ele se desencanta pelo que é muito explícito. Mostre-se confiante e ilimitada, capaz de acompanhá-lo intelectualmente ou em uma viagem desbravadora. Assim a relação será sempre intensa e duradoura.