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O COMPLEXOGEL é um blog que integra o emocional, o mental, o intelectual e todas as formas do conhecimento, numa verdadeira salada de idéias

quinta-feira, outubro 13, 2005

RELACIONAMENTOS

Na atualidade os relacionamentos amorosos são uma bênção. É bem verdade que muitas vezes oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Atualmente eles são os representantes mais comuns, perturbadores e profundamente sentidos entre o sonho e o pesadelo.
Talvez seja por isso que encontram-se tão firmemente no cerne das atenções e no topo das questões existências.
O relacionamento amoroso é o único jogo que vale a pena, apesar de seus riscos. Talvez por isso estejamos mais abertos a amizades, laços, convívios. Atualmente eles e elas tendem a se concentrar nas satisfações dentro do relacionamento porque, de alguma forma, estas não têm sido consideradas plena e verdadeiramente satisfatórias. E quando satisfazem, o preço é considerado muito alto.
A complexidade é grande, persistente e difícil para ser compreendida com simples palavras. Na realidade o que queremos é amar, conservar o amor e desfrutar das doces delícias do relacionamento, evitando seus momentos mais amargos, para isso, devemos forçar uma relação, que permita sem desautorizar, possibilite sem invadir e satisfaça sem oprimir. Para isso temos que deixar nossa timidez de lado e começar a falar de nós mesmos, a abrir nossos corações a quem nos interessa, sem medo da rejeição, sem medo de ser feliz. Portanto, se queremos nos relacionar, devemos nos manter próximos, usufruindo do convívio e assumindo compromissos. Ao nos comprometer, ainda que sem entusiasmo, possivelmente esteremos abrindo portas para grandes possibilidades românticas. O que não podemos fazer é nos preocupar com uma coisa e falar outra. Nosso desejo, nossa paixão, nossos sonhos é um relacionamento duradouro e gostoso.

25 Comments:

  • At 1:40 PM, outubro 13, 2005, Anonymous Palpiteira said…

    É... muito interessante. Acho que é por aí mesmo. Será que vc anda lendo muito a tal coluna do Savian? :D
    Beijo. Boa quinta.

     
  • At 2:19 PM, outubro 13, 2005, Anonymous Márcia(clarinha) said…

    faço parte de uma turma fora de época,vivo um relacinoamento tão longo que nem lembro se fui só um dia,rssss
    bom esse texto!!
    lindo dia meu querido
    beijosssssssssss

     
  • At 2:33 PM, outubro 13, 2005, Blogger Saramar said…

    Olá, Terragel
    Lindo texto. Achei especialmente importante porque você sempre reafirma a necessidade de esquecermos do egoísmo como requisito de amar, de amor. Quem não se dá, não ama. Quem não se dá não "permite", nem "possibilita" o amor, coo você disse.
    Obrigada
    Beijos

     
  • At 3:36 PM, outubro 13, 2005, Blogger Betty Branco Martins said…

    Olá Terragel

    As pessoas têm medo de falar concretamente, ou seja abertamente, sem grandes floreados, destes sentimentos. Hoje parece que não se ama “simplesmente”. Parece que passa tudo por um processo mais complexo e desconcertante em que estamos para além da amizade e do amor, num espaço de infinita sexualização pela pura e também impura ausência dos corpos, numa espécie de invenção. Quase como impossível, haver uma abertura – “coração que fala”. É precisamente deste modo, como designação de um “lugar” concebível em que se deixam para trás as etiquetas do amor e da amizade e onde se pode encontrar o eixo definitivo em que dois seres se precipitam interminavelmente um para dentro do outro (seja na distância, seja na discórdia, seja no absurdo da separação, ou no equívoco das peripécias do quotidiano). AMAR e DEIXAR-SE AMAR! Dialogar – cumplicidade!

    É o que eu acho que falta entre as pessoas seja no – amor – amizade. Pois o “caminho” destes sentimentos são paralelos...

    Beijinhos

     
  • At 3:48 PM, outubro 13, 2005, Blogger Sara MM said…

    Simplificando a coisa seria: o melhor é começar por uma amizade e se ela se transformar em amor já os riscos não serão grandes... né?
    BJs

     
  • At 3:52 PM, outubro 13, 2005, Blogger Tatiana Valentina said…

    tu és o máximo !!!!
    as vezes é complicao, mas acho que nem sempre disfrutamos dos relacionamentos como deve ser ...

    bjs da portuga

     
  • At 5:21 PM, outubro 13, 2005, Blogger Ananda said…

    Ai, tanta filosofia! Este espaço está ficando muito interessante...
    Beijo!

     
  • At 5:26 PM, outubro 13, 2005, Blogger Natalie Afonseca said…

    Olá!!
    Hoje em dia, é cada vez mais dificil falar-se dos sentimentos!! Em vez da comunicação directa, pessoal, as pessoas exprimem-se por outros métodos, tornando as coisas mais complicadas!!
    AS relações duradouras como aquelas que aparecem nos sonhos, nso filmes, ect., estão a tornar-se cada vez mais raras!! Hoje em dia, as pessoas procuram o prazer momentâneo....já não têm tanto tempo para amar...o que é muito mau!!

    Beijnhos :)

     
  • At 5:44 PM, outubro 13, 2005, Blogger SaltaPocinhas said…

    pronto, cheguei...não marcaste falta, pois não? Agora vou ler o que escreveste...

     
  • At 7:19 PM, outubro 13, 2005, Blogger Martuxa said…

    O elogio ao Amor
    >
    >"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa
    >para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser por
    >isso, incompreensível. A culpa é minha.
    >O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de
    >clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer
    > Mas tenho de dizê-lo. O que eu quero é fazer um elogio do amor puro.
    >Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém aceita amar sem
    >uma razão. Teixeira de Pascoaes meteu-se num navio para ir atrás de uma
    >rapariga inglesa com quem nunca tinha falado. Estava apaixonado e foi para
    >Liverpool. Quando finalmente conseguiu falar com ela, arrependeu-se.
    >
    >Quem é que hoje é capaz de se apaixonar assim? Hoje em dia as pessoas
    >apaixonam-se por uma questão prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e
    >estão mesmo alí ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque
    >faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por
    >causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as
    >pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos
    >e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível
    >de ser combinado. Os amantes tornam-se sócios. Reunem-se, discutem problemas
    >tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psicosócio-bio-ecológica
    >da camaradagem. A paixão que devia ser desmedida é na medida do possível. O
    >amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de
    >se apaixonarem de verdade ficam "praticamente" apaixonadas.
    >
    >Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do
    >amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,
    >farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados
    >tão embrutecidos, tão cobardes e comodistas como os de hoje. Incapazes de um
    >gesto largo, de correr um risco, de um rasco de ousadia, são uma raça de
    >telefoneiros e capangas e cantina, malta do "tá em, tudo bem", tomadores de
    >bicas, alcançadores de compromissos, babanóides, borra-botas, matadores do
    >romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão
    >pura, a saudade sem fim da tristeza, o desequilibrio, o medo, o custo, o
    >amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta
    >no peito ao mesmo tempo?
    >
    >O amor é uma coisa a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não
    >é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a
    >pausa que refresca, o pronto-socorro da turtuosa estrada da vida, o nosso
    >dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e
    >descanso. Odeio os novos casalinhos. Por onde quer que se olhe, já não se vê
    >romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja.
    >Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa a
    >beleza. É esse o perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para
    >nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto
    >faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar
    >de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
    >O amor é uma coisa a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha"
    >é uma convivência assassina.
    >O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um
    >destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um
    >como o clima. O amor não se percebe. Não é para se perceber. O amor é um
    >estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A
    >desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não
    >compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A
    >ilusão é bonita não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O
    >amor é uma coisa a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais
    >bonito que a vida. A vida que se lixe.
    >Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por
    >muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda
    >o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não
    >está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor
    >que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber,
    >amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,
    >viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode
    >ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa e o amor é outra. A vida
    >dura uma vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida
    >inteira.
    >E valê-la também."
    >
    >Miguel Esteves Cardoso
    >In "Expresso"

     
  • At 8:37 PM, outubro 13, 2005, Anonymous Liliane said…

    tirei férias de relacionamentos.
    bjoks e apareça, sumiu de novo...

     
  • At 9:36 PM, outubro 13, 2005, Anonymous Maitê said…

    Amor é confuso demais, né? Pois não vou mais viajar. Tõ sem dinheiro!

     
  • At 10:26 PM, outubro 13, 2005, Blogger lazuli said…

    as tuas palavras ensinam a pensar no tema mais entusiasmante de sempre. Aquele em que vale sempre a pena correr riscos.
    Gostei de te ver..
    Até logo, que são já quase 3 horas da manhã (aqui):), mas não há hora que impeça o sentir.

     
  • At 10:30 PM, outubro 13, 2005, Anonymous vida said…

    PARA AMAR TEM QUE TER CORAGEM NÉ... SÓ BASTA ARRISCAR E SE PERDER NÃO SE ARREPENDER E SEGUIR SEMPRE EM FRENTE, BJS

     
  • At 11:08 PM, outubro 13, 2005, Anonymous Barbara said…

    Por que as pessoas complicam tanto o que deveria ser simples? As pessoas jogam com o amor ao invés de sentí-lo, as pessoas escondem o que sentem por medo de se tornarem vulneráveis e perdem tudo por isso. Eu não entendo quais as razões de se complicar o amor... Vai ver eu não entendo nada de amor... Vai ver ele é assim mesmo, meio enrolado, difícil de explicar, quase impossível de se viver. Vai ver o amor que eu conheço seja diferente. Vai ver eu já não saiba de mais nada.

     
  • At 11:41 PM, outubro 13, 2005, Anonymous Anônimo said…

    Oi, desculpa, mais nao vou ler seu blog agora, pq estou com pressa, mais é q vi seu coments no blog da bia e nao entendi a parte q vc disse q eu pedi pra vc ir la!rss
    O post q está no meu blog foi a bia quem fez pra mim, pq era MEU níver e nao dela...rsssss
    Bom, so vim desfazer o mal entendido!rss
    Bjitus
    Cris Bacelar

    Depois eu volto pra ler o post!rs

     
  • At 12:01 AM, outubro 14, 2005, Blogger Vera Lúcia said…

    Hummm...Interessante, pena que eu não acredite mais em relacionamento sincero sem oprimir.
    BEIJOCAS N'ALMA...sua fã

     
  • At 1:53 AM, outubro 14, 2005, Anonymous FrOg said…

    Bem verdade, Gel!
    Para conseguirmos um relacionamento ou para entrarmos em relacionamentos é preciso estar aberto, com o coração aberto também, livre, acima de tudo. Sem essas coisas, é muito difícil tornar o relacionamento estável, duradouro e gostoso.
    Eu mesmo me encontro nesta situação. Um relacionamentozinho aqui, outro lá... nada demais, pois não estou preparado pra isso! "permita sem desautorizar, possibilite sem invadir e satisfaça sem oprimir" deve ser o básico para um bom relacionamento. Falou bem, abraço!

     
  • At 6:36 AM, outubro 14, 2005, Blogger inconfidente said…

    Deixa a vida nos levar...vida leva eu...
    O melhor mesmo é ir vivendo sem pressas nem anseios.

     
  • At 6:36 AM, outubro 14, 2005, Blogger inconfidente said…

    Deixa a vida nos levar...vida leva eu...
    O melhor mesmo é ir vivendo sem pressas nem anseios.

     
  • At 8:45 AM, outubro 14, 2005, Blogger Patty said…

    Sabe tudo essa pessoa...rsrs
    Sobre relacionamentos, aprendo algo novo todo dia.
    Meu beijo e bom final de semana!

     
  • At 10:15 AM, outubro 14, 2005, Anonymous  said…

    Oie..

    Primeiramente, desculpe-me pelo sumiço.
    Andei em tempos atribulados na faculdade, mas agora passou...só estou esperando chegar outro...rsrs

    Adorei o texto sobre relacionamento e concordo plenamente.

    Beijinhos e um ótimo final de semana.

     
  • At 10:37 AM, outubro 14, 2005, Anonymous Pozinhos de Perlimpimpim said…

    Acredito que o segredo está no Ãmor, e não estou a falar daquele amor que se lê nos romances, estou a falar do Amor Incondicional que existe em todos nós, no entanto poucos o sabem dar aos outros. Beijos Mágicos.

     
  • At 4:44 PM, outubro 14, 2005, Blogger Paula Raposo said…

    Claro que não se pode ter medo de nada, muito menos quando o sentimento é o amor! Beijos

     
  • At 3:00 PM, outubro 23, 2005, Blogger ernesto esteves said…

    Muito bem dito!
    Gostei...
    Seja Feliz.

     

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