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O COMPLEXOGEL é um blog que integra o emocional, o mental, o intelectual e todas as formas do conhecimento, numa verdadeira salada de idéias

segunda-feira, dezembro 19, 2005

MULHER

Pode até ser difícil deixar uma mulher sem palavras. Mas não é impossível.

Para a mulher, o amor significa muito mais do que um sentimento. Ele é a própria alma. Passional, é capaz de derreter até o mais gelado dos corações.

A mulher é movida a emoção. Basta estar apaixonada, e uma simples brisa se transforma em um turbilhão de emoções.

O amor é uma arte que surgiu na humanidade no instante em que nasceu a primeira mulher.

Beijar uma mulher apaixonada é embarcar em um cometa e rodopiar nas estrelas.

Impossível é uma palavra que não existe no dicionário feminino. Para satisfazer seus desejos, uma mulher é capaz de dar a volta ao mundo.

Para as mulheres, a vida pode até ter reviravoltas. Contanto que tudo termine como começou: em um delicioso beijo.

Uma coisa é unânime entre as mulheres: elas sabem como deixar um homem em órbita.

A mulher vive milhões de emoções num único momento e transmite num único olhar.

Alegria: substantivo feminino que dá sentido à vida e é capaz de tirar do sério qualquer sujeito.

Não há quem traduza o sentimento de um homem que acabou de descobrir o verdadeiro significado do amor de uma mulher.

Mulher é para ser amada, acariciada, seduzida, cheirada, lambida, saboreada, cavalgada. Estrela maior em nossa vida.

Feliz do homem que entende a alma feminina.

A natureza a fez com suaves recantos e inebriantes perfumes. Nasceu do amor, se fez pelo amor e se dar por amor.

Mulher é para ser beijada, acariciada de dia, de noite, na rua, no quarto, no amor.

Não se nasce mulher, torna-se.

FELIZ NATAL E PRÓSPERO 2006

segunda-feira, dezembro 12, 2005

O NECESSÁRIO DO ABSOLUTO

Amar se aprende olhando, ouvindo, cheirando, saboreando. Amar não é dom inato, é potencial possível, que pede para acontecer.

Amar é o tempo que sente integrando-se em si mesmo. Na proximidade, no vaivém incessante de uma noite de amor. A língua suave, os sussurros significativos trazem o doce silêncio do amor.

Sobram sabores, restam prazeres e magias. Encontro de cores e palavras perdidas.

O necessário do absoluto prazer encontra-se no envolvimento dos amantes a fluir no contínuo vaivém, aflorando alegres lembranças do passado ante a certeza do presente.

Os amantes comprimem o tempo, esbarrando no prazer presente que alimenta a mente, sorvendo o doce nécta de sua amada, desafiando o silêncio do momento, escancarando todas as portas.

No vaivém descobrimos que estamos em todos os lugares e habitamos nenhum lugar.

Ninguém sabe ninguém explica essa penetração. A interpretação do fazer amor.

O riso do esfrega e reesfrega dá o sentido do fazer amor.

Os sussurros enviam a mensagem guardada no tempo do infinito, entrando no torpor daquele que faz amor.

Do momento sobram marcas de prazer. Nos sorrisos, no cantar, na felicidade que ficou padronizada na memória do amor.

Tudo são sorrisos, são rodopios nas estrelas, são desejos incontidos para retornar ao momento que ficou.

O desejo está ali, está parado, está vivo. Desejo de incorporar a rota das estrelas, dos amantes gravitando em torno um do outro. È sempre o prazer do ontem, do hoje e do amanhã.
O desejo de aproximar o prazer plantado e colhido no momento do amor.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

FAZER AMOR É PISAR NA ETERNIDADE

Fazer amor é coisa séria demais. Não basta um corpo e outro corpo, misturados num desejo.

Fazer amor é percorrer as trilhas da alma, uma alma tateando outra, desvendando sentimentos, descobrindo profundezas, penetrando nos escondidos, sem pressa com delicadeza.

Porque alma tem textura de cristal, deve ser tocada de leve, apalpada com carinho. Até que o corpo descubra cada uma das suas funções.

Quando a descoberta acontece é que o ato de amor começa.

As mãos deslizam sobre as curvas, como se tocando nuvens, a boca vai acordando e retirando gostos, provando os sabores, bebendo a seiva que jorra das nascentes escorrendo em cascatas, é o côncavo e o convexo em amorosa conjunção. É nascer de novo: no abraço, no beijo que sacia no infinito do orgasmo. Vale chorar, vale gemer.

Vale gritar, porque aí já se chegou ao paraíso, e qualquer som ha de sair melódico e afinado, seja grave, agudo, pianinho.

Há de ser sempre o acorde faltante quando amantes iniciam o milagre do encontro. Corpos se ajustaram, almas matizaram. Fez-se o êxtase! É o instante da Paz. É a escritura da serenidade!E os amantes pisam eternidades!


(Texto de um Frei do Colégio Santo Agostinho).